A NATUREZA DA MEMÓRIA (II PARTE)



    "Vejamos agora o que acontece com relação ao veículo físico na recepção de uma impressão e da subsequente revocação dessa impressão, ou seja, na rememoração.

    Uma vibração oriunda do exterior atinge um órgão dos sentidos e é transmitida para o centro apropriado no cérebro, onde um grupo de células vibra; essa vibração as deixa num estado um tanto diferente daquele no qual estavam antes da recepção. O rastro dessa resposta é uma possibilidade para um grupo de células; outrora elas vibraram de uma maneira particular e, como grupo de células, retêm pelo resto de sua existência a possibilidade de novamente vibrar da mesma maneira sem mais uma vez receber um estímulo do mundo exterior. Cada repetição de uma vibração idêntica fortalece essa possibilidade, cada uma deixando seu próprio traço, mas serão necessárias muitas dessas repetições para estabelecer uma repetição autoiniciada. - as células aproximam-se mais dessa possibilidade de uma vibração autoiniciada por meio de cada repetição impelida do exterior. No entanto, essa vibração não cessou nas células físicas; ela foi transmitida para o interior, para a célula correspondente ou grupo de células dos veículos mais sutis, e por fim produziu uma mudança na consciência. Essa mudança, por sua vez, reage sobre as células, e uma repetição das vibrações é iniciada a partir do interior pela mudança na consciência; essa repetição é uma memória do objeto que deu início à série de vibrações. A resposta das células à vibração exterior, uma resposta imposta pelas leis do universo físico, dá às células o poder de responder a um impulso semelhante, embora mais faco, vindo do interior. Um pouco de energia é consumida em cada movimento da matéria num novo veículo, acarretando uma diminuição gradual da energia na vibração. Cada vez menos energia é consumida à medida que as células repetem vibrações semelhantes em resposta a novos impactos oriundos do exterior, e as células respondem mais prontamente a cada repetição. É nisso que está o valor do 'fora'; ele, mais facilmente do que qualquer outro meio, desperta na matéria a possibilidade de resposta, estando mais intimamwnte aparentado aos veículos do que o 'dentro'.

    A mudança causada na consciência também a deixa mais preparada para repetir a mudança do que na primeira vez, e cada uma dessas mudanças aproxima mais a consciência do poder de iniciar alterações semelhantes. (...) Devemos também lembrar que cada impacto, alcançando a veste mais recôndita e dando origem a uma mudança na consciência, é seguido de uma reação, a mudança na consciência causando uma nova série de vibrações de dentro para fora. Há a entrada até o Ser, seguida da saído do Ser. A primeira deve-se ao objeto que dá origem ao que chamamos de percepção; e a segunda deve-se à reação do Ser, causando o que chamamos de memória.

    Vária impressões sensoriais, chegando através da visão, audição, tato, paladar e olfato, são transmitidas do veículo físico através do astral até o mental. Aí elas são coordenadas numa unidade complexa, como um acorde musical é composto de muitas notas. Esse é o trabalho especial do corpo mental -  ele recebe muitas correntes e as sintetiza em uma; ele transforma muitas impressões em uma percepção, um pensamento, uma unidade complexa."  (continua dia 04.11.20)


 Anie Besant, um Estudo sobre a Consciência, Ed.Teosófica, 2014, pgs.

A NATUREZA DA MEMÓRIA (I PARTE)

 


    "O que é memória? E como ela atua? Por que meio recuperamos o passado, seja ele recente ou remoto? Pois afinal, quer o passado seja próximo ou remoto, pertence a esta vida ou a uma vida anterior, os meios que governam sua recuperação devem ser os mesmos, e precisamos de uma teoria que inclua todos os casos de memória, e ao mesmo tempo nos permita compreender cada caso particular. (...)

    A questão dos veículos, ou corpos, nos quais atua a consciência, o Ser, é de extrema importância no que diz respeito à memória.Todo o processo de recuperar os eventos mais ou menos remotos é uma questão de retratá-los na veste particular - de moldar parte da matéria da veste à sua semelhança - em que a consciência está trabalhando no momento.

    No início de um sistema solar, não encontramos no átomo uma ilimitada variedade de vibrações, mas sabemos que ele possui a capacidade de adquiri-las, no transcurso de sua evolução, à medida que responda continuamente às vibrações agindo sobre a sua superfície. Ao final de um sistema solar, um número imenso de átomos terá alcançado o estágio de evolução no qual conseguirão vibrar em resposta a qualquer vibração que chegue até eles e tenha origem dentro do sistema; então, para esse sistema, diz-se que esses átomos são perfeitos.

   À medida que o Ser se veste com veículo após veículo de matéria - sua faculdade para adquirir conhecimento -, torna-se, cada veículo adicional, mais circunscrito, mas também mais definido. Ao chegar ao plano físico, a consciência fica restrita às experiências que podem ser recebidas através do corpo físico, e principalmente através dessas aberturas que chamamos órgãos dos sentidos, que são avenidas através das quais o conhecimento pode chegar ao aprisionado Ser, embora muitas vezes nos refiramos a eles como bloqueadores do conhecimento, quando pensamos nas capacidades do veículo mais sutil. O corpo físico torna a percepção definitiva e clara, tal como um abajur com um diminuto orifício permite que um quadro do mundo externo apareça sobre a parede, que de outro modo nada mostraria sobre sua superfície; os raios de luz são verdadeiramente excluídos da parede, mas, devido a essa mesma exclusão, aqueles que passam pelo orifício formam um quadro claramente definido." (continua dia 30.10.20)

Anie Besant, um Estudo sobre a Consciência, Ed.Teosófica, 2014, pgs.153/156

A AÇÃO DOS OPOSTOS E O EQUILÍBRIO

 


"As plantas pereceriam em seu primeiro estágio de existência se permanecessem expostas à luz solar constante; a alternância de noite e dia é essencial para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis. A Bondade, de modo semelhante, rapidamente deixaria de sê-lo se não fosse alternada a seu oposto. Na natureza humana, o mal demonstra o antagonismo da matéria ao Espírito, e cada um deles é por esse meio purificado de maneira apropriada. No cosmos, o equilíbrio deve ser preservado; a atividade dos dois oponentes produz harmonia, como as forças centrípeta e centrífuga, sendo cada uma necessária à outra. Se uma for impedida, a ação da outra imediatamente será destrutiva."


H. P. Blavatsky, Momentos de Sabedoria, Editora Teosófica, Brasília, pg. 92/93.


O CORPO PITUITÁRIO E A GLÂNDULA PINEAL ( conclusão)




    "Embora o centro de atividade resida nos princípios dominantes do homem, a ligação dos chakras com o corpo físico deve ser feita, como foi dito, a partir do plano físico. O objetivo dessa ligação não é tornar o veículo astral um transmissor mais eficaz das energias do Homem Espiritual ao corpo físico, mas permitir que o veículo astral esteja em pleno contato com o físico. Pode haver diferentes centros de atividade na construção de veículos transmissores, mas é necessário comecar a partir do plano físico, para trazer os resultados das atividades dos corpos funcionando em outros planos interior da consciência de vigília. Daí a grande importância da pureza física na alimentação e em outros aspectos.

    As pessoas frequentemente perguntam: como o conhecimento obtido nos planos superiores chega ao cérebro, e por que não é acompanhado pela memória das circunstâncias sob as quais foi adquirido? Qualquer um que pratique meditação regularmente sabe que muito do conhecimento que não obteve através do estudo no plano físico aparece no cérebro. De onde ele vem? Vem do plano astral ou mental, onde foi adquirido, e chega ao cérebro de maneira comum acima descrita; a consciência assimilou-o diretamente no plano mental ou chegou até ele a partir do astral, e envia para baixo ondas mentais como de costume. Pode ter sido comunicado por alguma entidade no plano superior, que atuou diretamente no corpo mental. 

    Mas as circunstâncias da comunicação podem não ser lembradas, por uma das razões ou por ambas. A maioria das pessoas não está 'desperta', como é tecnicamente denominado, nos planos astral e mental; isto é, suas faculdades estão voltadas para dentro, estão ocupadas com os processos mentais e as emoções, e não estão engajadas na obsevação dos fenômenos externos desses planos. Elas podem ser muito receptivas, e seus corpos astral e mental podem facilmente ser postos a vibrar; a vibração transporta o conhecimento que é assim obtido, mas a atenção delas não está voltada para a pessoa que está fazendo a comunicação. À medida que a evolução prossegue, as pessoas tornam-se cada vez mais receptivas nos planos astral e mental, mas não se tornam, em consequência disso, percepetivas do que há ao seu redor.

    A outra razão para a falta da memória é a ausência dos elos com o sistema simpático acima mencionados. A pessoa pode estar 'desperta' no plano astral e funcionando ativamente nele, e pode estar vividamente consciente de seus arredores. Mas se os elos entre os sitemas astral e físico não estiverem estabelecidos ou vivificados, há uma ruptura na consciência. Por mais vívida que possa ser a consciência no plano astral, até que esses elos estejam funcionando, ela não consegue trazer a memória das experiências astrais e impimi-las no cerébro físico. Além desses elos, deve haver o funcionamento ativo do corpo pituitário, que foca as vibrações astrais tal qual uma lente convergente foca os raios do Sol. Uma série de vibrações astrais é atraída e lançada sobre um ponto particular, e com as vibrações assim estabelecidas na matéria física densa, sua ulterior propagação torna-se fácil.Tudo isso é necessário para 'recordar-se'. "


 Annie Besant, Um Estudo sobre a Consciência, Ed. Teosófica, pg 150/151

O CORPO PITUITÁRIO E A GLÂNDULA PINEAL ( II -PARTE)

     "Retornando ao segundo dos dois corpos acima mencionados, o corpo pituitário, acredita-se que ele tenha se desenvolvido a partir de uma boca primitiva, ligada diretamente ao tubo digestivo dos invertebrados. Ele deixou de funcionar como boca nos vertebrados e tornou-se um órgão rudimentar, mas reteve uma função peculiar em conexão com o crescimento do corpo. Ele está ativo durante o período normal de crescimento físico, e quanto mais ativamente funciona, maior o crescimento do corpo. Descobriu-se que este órgão está peculiarmente ativo nos gigantes. Ademais, o corpo pituitários às vezes começa a funcionar na idade adulta, quando a estrutura óssea do corpo está consolidada, e então causa crescimento anormal e monstruoso das extremidades do corpo, mãos, pés, nariz, etc., desfigurando as pessoas horrivelmente.    Quando o sistema cérebro-espinhal tornou-se dominante, a antiga função desses dois corpos desapareceu; mas assim como esses órgãos têm um passado, têm também um futuro. O passado esteve ligado ao sistema simpático; o futuro está ligado ao sistema cerébro-espinhal. À proporção que a evolução continua, e os chakras do corpo astral são vivificados, o corpo pituitário torna-se o órgão físico para a clarividência astral, e posteriormente para a mental. (...)    

    A glândula pineal liga-se a um dos chakras do corpo astral - e através dele ao mental - e serve como órgão físico para transmissão de um cérebro a outro. Nessa transmissão, o pensamento pode ser passado de mente para mente, sendo a matéria mental usada como meio para a transferência; ou pode ser enviado para baixo, ao cerébro físico, e por meio da glândula pineal ser enviado, via éter físico, à glândula pineal de outro cerébro, alcançando a consciência receptora. (continua...)

Annie Besant, Um Estudo sobre a Consciência, Ed. Teosófica, pg 149/150


    

O CORPO PITUITÁRIO E A GLÂNDULA PINEAL ( I PARTE)

 


    "Existem dois corpos no cérebro especialmente ligados ao sistema simpático em seu prelúdio, embora sejam agora parte do sistema cérebro-espinhal - a glândula pineal e o corpo pituitário. Eles ilustram a maneira como uma parte do corpo pode funcionar de um modo em um estágio anterior, podendo perder depois um pouco de seu uso especial e de sua função, e num estágio posterior de evolução pode novamente ser estimulado por um tipo superior de vida, que lhe dará novo uso e função num estágio adiantado de evolução.
    O desenvolvimento desses corpos pertence ao reino invertebrado e não ao vertebrado, e o 'terceiro olho' é chamado pelos biólogos de 'olho invertebrado'. (...) Esse terceiro olho esteve funcionando entre os lemurianos de maneira vaga e geral, característica dos estágios inferiores de evolução e especialmente característica do sistema simpático. À medida que o nosso homem progrediu da Raça Lemuriana para a Atlante o terceiro olho deixou de funcionar, o cérebro desenvolveu-se em torno dele, e ele se tornou um apêndice agora chamado de 'glândula pineal'. Como lemuriano ele fora psíquico, o sistema simpático sendo grandemente afetado pelos surtos do corpo astral não desenvolvido. Como atlante ele gradualmente perdeu seus poderes psíquicos, quando o sistema simpático se tornou subordinado e o cérebro-espinhal se fortaleceu.
    O crescimento do sistema cérebro-espinal foi mais rápido no atlante do que naqueles de outros temperamentos, porque a principal atividade acontecia na mente concreta, e assim a estimulava e a moldava; o corpo astral perdeu sua predominância mais cedo e tornou-se mais rapidamente um transmissor de impulsos mentais ao cerébro. Daí quando nosso homem passou para a Quinta Raça, ele estava peculiarmente pronto para levar vantagem dessa característica; ele construiu um cérebro grande e bem proporcionado, utilizou seu corpo astral principalmente como transmissor, e construiu seus chakras a partir do plano mental."

Annie Besant, Um Estudo sobre a Consciência, Ed. Teosófica, pg 148/149



COMPAIXÃO

 

"Você não pode ter melhor aliado na guerra contra seus maiores inimigos - o seu apego ao eu e a valorização do eu - do que a prática da compaixão. É a compaixão, o dedicar-nos aos demais, tomando em nossas mãos os seus sofrimentos - em vez de termos autopiedade - que, juntamente com a sabedoria da ausência do eu, destrói efetiva e completamente o ancestral apego a um falso eu, a causa do nosso interminável vaguear pelo samsara. É por isso que em nossa tradição vemos a compaixão como fonte e essência da iluminação, o coração da atividade iluminada."

Sogyal Rinpoche, O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, Ed. Palas Athena, São Paulo, pg. 244/245.


A MENTE





"Os homens buscam o seu conforto egoístico, anseiam pela fama e pelo louvor. Mas a fama e o louvor são como o incenso que se consome e logo desaparece. Se os homens perseguirem honras e aclamações públicas e deixarem o caminho da verdade, correrão sério perigo e, muito breve, terão motivos para se lamentarem.

O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe o mel na lâmina de uma faca. Ao lamber e provar a doçura do mel, a criança corre o risco de ter a língua ferida. É como o tolo que carrega uma tocha contra um vento forte correndo o risco de ter o rosto e as mãos queimadas.

Não se deve confiar na mente que está cheia de cobiça, ira e estultícia. Não se deve deixar a mente desenfreada, deve-se mantê-la sob rígido controle."

A Doutrina de Buda, Bukkyo Dendo Kyokai, 1982, pg. 235/237.


A MÔNADA EM AÇÃO - CONSTRUÇÃO DOS VEÍCULOS (CONCLUSÃO)

 



"Uma vez criados esses elos*, a corrente ígnea pode fluir, e observações de eventos atrais podem ser transmitidas plenamente ao cérebro físico. Embora só possam ser unidos ao veículo físico dessa forma, sua construção como centros e sua transformação gradual em rodas podem ser começadas a partir de qualquer veículo, e serão iniciadas em qualquer veículo individual que represente o tipo especial de temperamento ao qual ele pertence. Conforme o temperamento ao qual pertence um homem, na gradual transformação deles em instrumentos eficazes de consciência a ser expressa no plano físico. Esse centro de atividade pode ser o corpo físico, astral, mental inferior ou Mental superior.


* Nota do Blogger, na postagem anterior do dia 09/10/20, foi explicado a ligação da força de Kundalini com o sistema nervoso simpático e as células ganglionares do sistema.

Annie Besant, Um Estudo sobre a Consciência, Ed. Teosófica, pg 147/148

A MÔNADA EM AÇÃO - CONSTRUÇÃO DOS VÉICULOS (PARTE IV)

        

 
"Todas essas ações vibratórias gradualmente transformam as primeiras nuvens incipientes de matéria astral e mental em veículos que servem como campos eficazes para essas ações e reações constantes. Esse processo continua durante centenas de nascimentos, tendo iniciado por baixo, como vimos, mas gradualmente ficando sob o controle do Homem Espiritual; ele começa a dirigir suas atividades por meio de suas memórias de sensações passadas, e inicia cada atividade sob o impulso das memórias estimuladas pelo desejo. Com a continuação do processo, cada vez mais a orientação impetuosa surge do interior, e cada vez menos o poder diretivo é exercido pelas atrações e repulsões de objetos externos; e assim, o controle da construção do veículo é amplamente retirado do exterior e centrado no interior.
À medida, que o veículo torna-se mais organizado certas agregações de matéria aparecem no seu interior, a princípio nebulosas e vagas, depois cada vez mais definitivamente delineadas. Esses são os futuros chakras, ou rodas, os centro sensórios do corpo astral, distintos dos centros sensórios astrais ligados aos órgãos dos sentidos e centros no corpo físico*. Mas nada é feito durante imensos períodos de tempo para vivificar esses centros que crescem lentamente; e a conexão deles com o corpo físico é muitas vezes retardada mesmo depois de estarem funcionando no plano astral, pois essa conexão só pode ser feita a partir o corpo físico, onde reside a força ígnea de Kundalini. Antes de Kundalini poder alcançá-los, para que possam passar suas obsesrvações para o corpo físico, eles devem estar ligados ao sistema nervoso simpático, onde as grandes células ganglionares são os pontos de contato nesse sistema."


* nota do blogger - a autora fala do sistem cérebro-espinhal tratado na página 101.

Annie Besant, Um Estudo sobre a Consciência, Ed. Teosófica, pg 146/147


A MÔNADA EM AÇÃO - CONSTRUÇÃO DOS VEÍCULOS (PARTE III)

 


     " (...) Quando a Mônada, através do seu reflexo como Homem Espiritual, assume algum poder diretivo sobre os veículos, ela se encontra na posse de uma forma na qual o sistema nervoso simpático está desempenhando um papel muito grande e na qual o sistema cérebro-espinhal ainda não assumiu predominância. Ela terá de elaborar certo número de elos de conexão entre o sistema simpático que herda e os centros que deve organizar em seu corpo astral para seu futuro funcionamento independente nele. Mas antes que seja possível qualquer funcionamento independente em algum veículo superior, é preciso convertê-lo em um veículo transmissor, isto é, um veículo através do qual ela tenha acesso ao seu corpo no plano físico. Devemos distinguir entre a atuação primária da organização dos veículos mental e astral, que os capacita a serem transmissores de parte da consciência do Homem Espiritual, e o trabalho posterior de transformar esses mesmos veículos em corpos independentes nos quais a consciência possa funcionar sem o auxílio do corpo físico.
        Depois, os veículos astral e mental devem estar organizados para que o Homem Espiritual possa usar o cérebro físico e o sistema nervoso como órgão de consciência no plano físico. O impulso para isso vem do mundo físico por meio de impactos sobre as várias terminações nervosas, fazendo com que ondas de energia nervosa passem aos longo das fibras até o cérebro; essas ondas passam do cérebro denso ao etérico, daí ao astral, e do astral ao veículo mental, provocando uma resposta da consciência no corpo causal no plano mental. A consciência assim estimulada por impactos provindo do exterior dá origem a vibrações, que em resposta, fluem para baixo - do corpo causal ao mental, do mental ao astral, do astral ao físico etérico e ao denso. As ondas criam correntes elétricas no cérebro etérico, as quais agem na matéria densa das células nervosas.

Annie Besant, Um Estudo sobr a Consciência, Ed. Teosófica, pg. 145/146.



A MÔNADA EM AÇÃO - A CONSTRUÇAO DOS VEÍCULOS (PARTE II)

        


        "Mas quando chegamos à moldagem do corpo no plano físico, um novo elemento aparece. No que diz respeio à Mônada, o trabalho é o mesmo. Ela vivifica o núcleo físico - o átomo físico permanente - e ele age como um ímã tal como seus parceiros. Mas agora é como se um homem interferisse na atração e organização da matéria em um campo magnético; o elemental, encarregado de moldar o duplo etérico segundo o modelo fornecido pelos Senhores do Karma, assume o controle do trabalho. Os materiais, na verdade, podem ser reunidos tal como um operário carregaria os tijolos para a construção de uma casa, mas o construtor pega os tijolos, aceita-os ou rejeita-os, e usa-os segundo o plano do arquiteto.
        E surge a questão: por que essa diferença? Por que, ao chegar ao plano físico, onde poderíamos esperar uma repetição dos processos anteriores, um poder estranho deve assumir o controle da construção, retirando-o das mãos do dono da casa? A resposta está na atuação da Lei do Karma. Nos planos superiores, as vestes expressam tanto do homem quanto ele tenha evoluído, e lá ele não está trabalhando os resultados de suas relações passadas com outros. Cada centro de consciência nesses planos está atuando dentro do seu próprio círculo; suas energias estão dirigidas para seus próprios veículos, e somente a quantidade delas que finalmente se expressa através do veículo físico age diretamente sobre os outros. Essas relações com os outros tornam complexos o seu karma no plano físico; e a forma física particular que o homem usa durante um período de vida particular deve estar adaptada para suportar esse intrincado karma. Daí a necessidade da interferência retificadora do Senhores do Karma. (...)
        Consequentemente, a moldagem do corpo físico é feita por uma autoridade superior à sua; ele deve aceitar as condições de raça, nação, família, circunstâncias, exigidas por suas atividades passadas."

Annie Besant, Um Esudo sobre a Consciência, Edit. Teosófica, 2014, pg. 144/145

A MÔNADA EM AÇÃO - A CONTRUÇÃO DOS VEÍCULOS (1ª PARTE)

 


"Consideramos agora a atuação da Mônada na moldagem de seus veículos quando ela tem como seus representantes Ãtmã-Buddhi-Manas - ela própria nos terceiro, quarto e quinto planos - , tendo o corpo causal como receptáculo, a casa do tesouro, das experiências de cada encarnação.

Ao se encerrar cada período de vida, o que equivale dizer, ao final de cada existência devachânica, ela deve estimular uma atividade renovada nos três núcleos sucessivos dos corpos que deverá utilizar durante seu próximo período de vida. Primeiramente, ela desperta o núcleo mental. Esse despertar consiste em incrementar o fluxo de vida através das espirilas. Devemos lembrar que, quando as unidades permanentes 'foram dormir', o fluxo normal de vida nas espirilas diminuiu, e durante todo o período de repouso esse fluxo é pequeno e lento.

Quando é chegado o momento da reencarnação, o fluxo é incrementado, as espirilas palpitam com a vida, e as unidades permanentes, uma após a outra, agem como ímãs, atraindo ao redor de si matéria apropriada. Assim, quando estimulada, a unidade mental começa a vibrar fortemente segundo os poderes vibratórios - resultados de experiências passadas - nela armazenados, atraindo e organizando em torno de si matéria apropriada do plano mental. (...) As moléculas atraídas serão compostas de átomos cujas energias vibratórias sejam idênticas à da unidade que atrai, ou muito semelhantes, ou que estejam em sintonia com ela. Por isso, o desenvovimento da matéria do novo veículo mental estará de acordo com o estágio de evolução alcançado pelo homem. Desse modo, encarnação após encarnação é construído um corpo mental apropriado.

Exatamente o mesmo processo é repetido no plano astral na construção do novo corpo atral - o átomo permanente - é similarmente vivificado, e age de maneira semelhante.

Assim, o homem veste-se de novos corpos mental e astral, que expressam seu estágio de evolução e permitem a quaisquer poderes e faculdades por ele possuídos se expressarem devidamente em seus próprios mundos." 

Annie Besant, Um Estudo sobr a Consciência, Ed. Teosófica, pg 143.


Obs- "a finalidade dos átomos permanentes é preservar dentro de si, como poderes vibratórios, os resultados de todas as experiências pelas quais tenham passado" (pg. 68) 



"o número normal de espirilas funcionando nos átomos permanentes nesta Ronda é de quatro (...)"

(Pg. 72)







NATUREZA DA MENTE

 

                    

"O Gitã descreve uma estrutura da mente, um estado de espírito, que não é assim dividido e que é 'igual em relação a amigo e inimigo', 'o mesmo na honra ou na desonra', 'entre o êxito ou o fracasso'. Comumente, quando encontramos o êxito, prosseguimos alegremente e ficamos exultante e felizes, mas, quando encontramos problemas e derrotas, ficamos acabrunhados e deprimidos. No entanto, pode-se estar num estado de equilíbrio, que se origina da pura simplicidade de aceitar o que quer que seja e em fazer o que vale a pena ser feito em qualquer circunstância. É um estado da mente e do coração de extraordinária beleza, o que encara as coisas desta maneira.Esta equanimidade ou igualdade de espírito é descrita pelo Gitã como 'Yoga' - na verdadeira acepção da palavra um estado unificado. É este estado unificado que é o estado verdadeirmente natural em que a unidade do Espírito obtém e manfesta suas podetencialidades e harmonia.
Vemos diferenças em todas a parte na natureza. As diferenças que existem na natureza das coisas no campo da matéria são refletidas no campo da mente e das emoções e ali geram reações, enquanto ainda se encontram em um estado de inconsciência. O Gitã fala da liberdade dessas reações que são prazeres e desprazeres, paixões, avidez, ódio e inveja. Quando as reações cessam de existir, há um espírito de igualdade no coração das pessoas, boa vontade comum, preocupação e consideração em relação a todos, o elevado e o usual, o simples e o erudito e assim por diante. A natureza em que se manifeste esta mesma atitude é a natureza verdadeiramente espiritual."

N. Sri Ram, Em Busca da Sabedoria, Ed. Teosófica, Brasília, pg. 36/37

CAIM E ABEL


Caim e Abel

"Há dois tipo de seres humanos.
Uns que sacrificam os outros, visando exclusivamente a seu próprio lucro, vantagens, vitórias, ganhos, conquistas...
Outros, que por sabedoria e bondade, compaixão e nobreza, se sacrificam pelos demais.
Os primeiros são egoístas.
Os segundos, os santos e sábios.
Posso garantir-lhe uma coisa:
Os primeiros se iludem pensando que são felizes; os últimos verdadeiramente o são.

Que possa eu amar e servir sempre a todos, em tudo. Que possa tornar-me instrumento da Providência."

Hermógenes, Deus investe em você, Ed. Nova Era, pg. 89/90. 


LIBERDADE DE OPOSTOS




"A expressão ‘Caminho do Meio’, usada nos ensinamentos budistas, foi interpretada como um caminho da vida que evita os excessos do ascetismo e da automortificação de um lado, e a indulgência na busca de prazeres na luxúria, de outro. Possivelmente Buda referiu-se às condições que havia na Índia no Seu tempo e usou a expressão principalmente com referência a elas. Mas ela é susceptível de um significado muito mais amplo. Os extremos mencionados representam um par de opostos. O Gitᾱ menciona outros e fala no transcender de todos os pares de opostos. Cada oposto em qualquer par realmente produz o outro. Este fato é destacado por Platão em um dos Diálogos. Uma pessoa que irá a um extremo, após algum tempo, tenderá a deslocar-se ao extremo oposto. A partir de uma ação violenta, que com certeza experimentar-se-á, surgirá uma repercussão que levará na direção oposta. Com efeito, cada oposto sutilmente oculta a natureza do outro.
Tomemos um exemplo: o tipo de coragem que é induzido na pessoa pela autossugestão ou pela simulação de um semblante exageradamente destemido, realmente constitui uma máscara de medo, no seu íntimo você se reveste de ares que sugerem o oposto do medo. Essa coragem aparente não dura muito."


(N. Sri Ram - Em busca da Sabedoria – Ed. Teosófica, Brasília, 1991 - p.32/33)

OLHAR PARA O NOSSO INTERIOR


Frases Sobre Beleza Interior. Você É Mais do Que Um Rosto!


"Olhar para o interior exige de nós grande sutileza e coragem - nada menos que uma mudança completa em nossa atitude em relação à vida e à mente. Estamos de tal modo viciados em olhar para fora de nós mesmos, que perdemos quase por completo o acesso ao nosso interior. Ficamos apavorados com a ideia de olhar para dentro, porque nossa cultura não nos dá a mais vaga ideia do que encontraremos. Podemos até pensar que se o fizermos corremos o risco de enlouquecer. Esse é um dos últimos e mais engenhosos estratagemas do ego para evitar que descubramos nossa verdadeira natureza."


Sogyal Rinpoch, O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, Ed. Palas Athena, pg. 80.


VERDADE OU IMAGEM DA VERDADE?




"Viver uma vida de verdade não consiste meramente em falar a verdade. Pretender ser aquilo que não somos é tão corruptivo quanto a inverdade no discurso. Em nosso coração precisa reinar o amor genuíno pela verdade. Somente podemos ser integralmente verdadeiros se valorizarmos a verdade e atribuirmos importância a ela em nossa vida e pensamento, ou então precisamos estar tão plenos de amor que não podemos nutrir o menor desejo de enganar. Quando vivemos uma vida de verdade, começamos a amar o próprio sentimento de sermos verdadeiros, e toda a nossa natureza assume uma forma que se harmoniza com a verdadeira natureza das coisas. O mero conhecimento não criará esta harmonia. O amor pelo conhecimento não é o mesmo que o amor pela verdade, sem a qual não há possibilidade de sabedoria.
Esta é a era da propaganda para diferentes finalidades. A tentativa da propaganda é sempre a de construir uma imagem atraente. A palavra 'imagem'  está muito em voga atualmente, porque as pessoas se preocupam não com a verdade, mas com o êxito e a imagem que está sendo apresentada. Existe uma tentativa para criar uma imagem da própria pessoa ou de outros, seja como presidente, líder, instrutor religioso, candidato, etc. Também é criada uma imagem dos produtos para que as pessoas os adquiram. Todos os especialistas em pubicidade buscam criar na mente dos leitores de jornais e revistas, ou através da televisão e cartazes uma imagem que fará com que as pessoas se deixem levar pelos objetos que estão sendo anunciados. Mas a imagem é apenas um fantasma, uma aparência, e a menos que ela reflita o que realmente é, a atração criada será uma atração falsa.
Se a humanidade, ou qualquer parte dela, tiver de progredir em qualquer medida real, isto apenas poderá ser feito por uma mudança verdadeira, através de forças que geram melhoria nas mentes das pessoas, nos seus gostos, nas suas visões, valores e comportamentos, e não através de criação de ilusões prazeirosas e atribuições de virtudes imaginárias a homens ou objetos, seja para lucro, para fins tirânicos ou de glória. (...)"


(N. Sri Ram - Em Busca da Sabedoria - Ed. Teosófica, Brasília, 1991 - p. 25/27) 

A VERDADE É ENCONTRADA DE MOMENTO A MOMENTO


Dever da Verdade versus o Direito de Mentir

"A verdade não pode ser acumulada. O que é acumulado está sempre sendo destruído, definha. A verdade nunca pode definhar porque só pode ser encontrada de momento a momento no pensamento, no relacionamento, na palavra, no gesto, em um sorriso, nas lágrimas. Se conseguirmos encontrar a verdade e vivê-la - a própria vida é a descoberta dela -, então não nos tornaremos propagandistas, nos tornaremos seres humanos criativos - não seres humanos perfeitos, mas criativos, o que é algo totalmente diferente."

Krishnamurti, O Livro da Vida, Ed. Planeta do Brasil Ltda., São Paulo, pg. 250.


O ÚNICO DECRETO DO KARMA


Transmutação do karma: o que é e como fazer a oração - WeMystic Brasil


"O único decreto do Karma, um decreto eterno e imutável, é a absoluta harmonia no mundo da matéria tal como ocorre no mundo do Espírito. Portanto, não é o Karma que recompensa ou pune, mas somos nós que recompensamos ou punimos a nós mesmos, segundo trabalhemos com a Natureza, através dela e como companheiros dela, submetendo-nos às leis de que depende aquela harmonia, ou infringindo-as."

H. P. Blavatsky, Momentos de Sabedoria, Ed. Teosófica, pg. 166/167.


EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE

 Use Creative Visualization To Imagine Your Ideal Life

"Se a humanidade, ou qualquer parte dela, tiver de progredir em qualquer medida real, isto apenas poderá ser feito por uma mudança verdadeira, através de forças que geram melhorias nas mentes das pessoas, nos seus gostos, nas suas visões, valores e comportamentos, e não através da criação de ilusões prazeirosas e atribução de virtudes imaginárias a homens ou objetos, seja para lucro, para fins tirânicos ou de glória."

(N. Sri Ram, Em Busca da Sabedoria, Ed. Teosófica, pg 26

CARMA E CONDUTA


O que é karma e como ele pode influenciar sua vida?


"A nossa norma de conduta não deve consistir em apenas proceder bem, mas, ao mesmo tempo, em pensar corretamente.
Assim como pode ver-se um efeito mecânico no plano físico, o clarividente vê as reações dos pensamentos e sentimentos no plano astral e no mental.
O homem evolui pela prática do Bem, que faz desenvolver o corpo causal e os princípios superiores, imortais."

Alberto Lyra, O Ensino dos Mahatmas, IBRASA, São Paulo, pg. 59/60.


O HOMEM PUNE A SI PRÓPRIO QUANDO LHE FALTA FÉ



“É uma incoerência pensar que Deus condene como pecadores aqueles que não creem. Uma vez que o Próprio Senhor habita em todas as criaturas, a condenação significaria Sua própria e completa ruína. Deus jamais pune o homem por não acreditar Nele; é o homem que pune a si próprio. Se alguém não acreditar no dínamo e corta os fios que conectam sua casa àquela fonte, ele se priva das vantagens da energia elétrica. Da mesma forma, rejeitar a inteligência que é onipresente em toda a criação significa negar à consciência o seu vínculo com a Fonte de sabedoria divina e o amor que possibilita o processo de ascensão ao Espírito.” 

Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus, Ed. Self-Realization Fellowship, pg. 72.



AMOR E ÓDIO


Seja como a Flor de Lótus: renasça a cada dia diante da ...

"Enquanto a vitória do Amor é permanente, definitiva, a do ódio é sempre temporária e sempre acarretará consequências cármicas correspondentes porque, já o Senhor Buda o disse: 'O ódio não se extingue com o ódio e sim com o amor'. Não se neutraliza o fogo com fogo...
É preciso dirigir as mentes para o amor, para a paz, e não para a luta, para o ódio, para a agressão, pois se se aplicar o 'Si vis pacem bara bellum' (Se quereis a paz, aparelhai-vos para a guerra) é lógico que as mentes estarão se dirigindo para a guerra, semeando desconfianças, receios, ódios, preparando morticínios."

Alberto Lyra, O Ensino dos Mahatmas, IBRASA, São Paulo, pg. 204.


DISSOLVENDO O SOFRIMENTO


a importância de viver o agora

      "A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a nossa vida. O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é.

     No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. E escapar do agora no nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o nosso grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente  procura sempre negar e escapar do Agora.

        Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente egoica.

        Alguns ensinamentos espirituais dizem que todo sofrimento é, em última análise, uma ilusão, e isso é verdade. A questão é se isso é uma verdade para você. Acreditar simplesmente não transformar nada em verdade. (...)"

(Eckhart Tolle, Praticando o Poder do Agora, Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2016, pg.71


A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE


Serenidade...

"A verdadeira espiritualidade consiste também em estar cônscio de que se somos interdependentes de tudo e de todos, mesmo nosso menor e mais insignificante pensamento, palavra e ação têm consequências no universo. Atire uma pedra num laguinho. Ela causa um estremecimento que se estende por toda a superfície da água. As ondulações se fundem uma nas outras e criam mais ondulações. Tudo está inextricavelmente inter-relacionado: acabamos por perceber que somos responsáveis por tudo o que fazemos, dizemos, pensamos; somos responsáveis por nós mesmos, por todos e cada um, no universo inteiro."

Sogyal Rinpoch, O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, Ed. Palas Athena, pg. 64.


VOLTE-SE PARA DEUS


Teste para saber se você é realmente salvo


"Volte-se para Deus, e todos os problemas que jazem enterrados no solo da sua consciência serão varridos de uma vez só.

As cavernas de muitas vidas jazem enterradas no seu solo mental. Todos os desejos que você teve no passado estão estocados nestas cavernas, à espera de atraí-lo para as coisas materiais; mas se você se voltar para Deus, você será capaz de satisfazer todos esses desejos para sempre."


Paramanhansa Yogananda, A Essência da Autorrealização, Ed. Pensamento-Cultrix, São Paulo, pg. 101.


A FORÇA DA MEDITAÇÃO


Meditação para ativar a Força a Intenção - Natural VibeNatural ...


"O corpo, nascido da carne, tem as limitações da carne, ao passo que a alma, nascida do Espírito, tem poderes latentes ilimitados. Por meio da meditação, a consciência humana se transfere do corpo para a alma; e, pelo poder de intuição da alma, alcança o homem a experiência de si próprio não como um corpo mortal (um fenômeno da natureza objetiva), mas como a consciência imortal que habita o corpo, unida ao númeno da Essência Divina."

Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus, Self-Realization Fellowship, pg. 53.


QUEM SE APÓIA EM SATTWA SOBE; QUEM ESTÁ MERGULHADO EM RAJAS PERMANECE NAS REGIÕES DO MEIO; QUEM SE AFUNDOU EM TAMAS DESCE PARA OS CENTROS ESPINAIS INFERIORES


Pleiadianos na Terra ♥ ♪ ♥ : Maio 2012

"Já falamos sobre os gunas relativamente à direção da energia e da consciência na espinha. Em yoga, a energia flui para dentro. Nas pessoas que vivem segundo a consciência egóica, cheias de desejos e apegos, o fluxo de energia é para fora. A consciência das pessoas sáttwicas, focalizada mais no ponto entre as sobrancelhas (lóbulo frontal do cérebro), volta-se mais par a clareza do intelecto e da compreensão. A das pessoas rajásicas, concentrada primordialmente nas emoções, é governada por gostos e aversões, esperanças e desapontamentos, ambições e fracassos devastadores. A das pessoas tamásicas, ligada aos três chakras inferiores, ocupa-se exageradamente de satisfações e 'recompensas' físicas: crueldade, libertinagem desbragada, embriaguez e vocação para contar mentiras com o único propósito de confundir."

A Essência do Ghagavad Gita, Explicado por Paramhansa Yogananda, evocada por Swami Kriyananda, Ed. Pensamento, pg. 426.


SABEDORIA

 

Paz e Serenidade | Por um Mundo Melhor

"Há um enunciado, em um dos Diálogos de Sócrates, que diz que a sabedoria é a única moeda verdadeira pela qual todas as coisas deveriam ser trocadas.Vale a pena trocar tudo que se possa ter até por um pouco de sabedoria apenas. E compreendia-se que a sabedoria não precisa ser totalmente divorciada do prazer e da alegria - que foi o erro em que muitas pessoas incorreram, especialmente na Índia. Elas procuravam formas de automorticação, a fim de alcançarem a verdade que se encontrava dentro delas próprias. Alegria moderada - usando a palavra em um sentido especial, no espírito certo e com a qualidade certa - tem o seu lugar na vida. Isto não significa que é preciso alegrar-se dentro de limites artificialmente estabelecidos pela própria pessoa.

Contudo,  o filósofo não procura o prazer; ele aceita o prazer suavemente quando se lhe apresenta. (...)"

N. Sri Ram, Em Busca da Sabedoria, Ed. Teosófica, Brasília, pg. 12


A ARTE DE ESCUTAR




“É através da arte de escutar que seu espírito se enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente.
A arte de escutar lhe permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe a vida.
A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância.
Se você é capaz de manter sua mente sempre rica utilizando-se da arte de escutar, não tem o que temer.
Esse tipo de riqueza jamais lhe será tomado. Esse é o maior dos bens.”

Sua Santidade, o Dalai-Lama, O Caminho da Tranquilidade, Ed. Sextante, pg. 20. 


PADRÕES EMOCIONAIS


Você e sua aura - CompraZen

Ondas repentinas de emoções intensas, tais como o medo ou a raiva, podem impregnar temporariamente a aura do topo até a base, mas tais sentimentos, em geral, desaparecem sem modificar a configuração total das emoções. Contudo, quando as pessoas se deixam dominar por desgosto ou depressão prolongados, isso pode obscurecer suas emoções habituais durante um período de tempo considerável, consumindo e exaurindo suas energias emocionais.  Segundo a minha experiência, descobri que a maioria de nós não tem consciência do quanto somos afetados por aquilo que habitualmente pensamos e sentimos. Em geral, acreditamos que apenas nossas ações físicas trazem consequências. Embora, de certo modo, isso seja verdade, sob outro ponto de vista os pensamentos e sentimentos são ações que também têm suas consequências - desta vez, em termos de nossas próprias personalidades. Quando analiso a aura de uma pessoa, vejo muito claramente os resultados de tais respostas internas. Isso implica que, de um momento para o outro, somos aquilo que vivenciamos e a forma como reagimos a tal experiência. Essa maneira de ver a nós mesmos difere bastante da atitude determinista que assevera ser a personalidade o resultado de uma combinação de fatores genéticos e condicionamento. Isso significa que podemos mudar e realmente mudamos à medida que alteramos as respostas habituais às situações de nossa vida.  Nós mesmos somos influenciados e modificados por aquilo que pensamos e sentimos, e nossos pensamentos e sentimentos, por sua vez, são sensíveis a nossa experiência. Existe alguma verdade na máxima 'penso, logo existo', enquanto não no sentido originalmente pretendido. Não é que nossa existência dependa do nosso pensamento, mas, sim, que os pensamentos que nos são habituais gradualmente conformam e modelam o nosso caráter. Mas isso não é tudo, pois podemos ter o controle do processo, se quisermos. 'Sou, logo penso e sinto, e o que penso e sinto revela aquilo que sou', talvez se aproximasse mais do padrão, pois o movimento é recíproco.

  Dora van Gelder Kunz , A Aura Pessoal, Ed. Pensamento, São Paulo, pg. 55

TOLERÂNCIA


“- Você sabia que os ocidentais dão muita importância ao conceito de tolerância? Para eles, a tolerância é uma virtude superior. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Peço, também, que você se supere. Quando as pessoas vierem lhe pedir conselhos, trate-as com simpatia em vez de tolerância. Você verá que a ideia de tolerância implica piedade e, até certo ponto, menosprezo. Com tais conceitos em seu coração, você jamais poderá tocar o coração dos outros. Só se pode servir e ajudar as pessoas com simpatia. Além disso, muitos desconhecem algo muito importante que eu vou lhe dizer agora. Inconscientemente, quem age apenas com tolerância deixa que sua vaidade aumente cada vez mais e se torna arrogante; isso o impede de ajudar a quem quer que seja e logo todos se afastam dele. Ninguém gosta de sentir-se sempre ignorante, equivocado, inútil e pecador. Em contrapartida, por meio da simpatia, você se posiciona ao lado da pessoa que pretende ajudar. Você lhe insufla coragem, faz com que ela se erga; isso tudo sem ferir seus sentimentos ou fazê-la sentir-se inferior. É impossível ajudar alguém se você se mantém afastado, o que sucede com frequência quando se age com tolerância. (...)”

Fragmentos de um diálogo ocorrido entre Swami Bravananda (Maharaj) e Swami Prabhavananda, extraído do livro O Eterno Companheiro, de Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda, Ed. Vedanta, São Paulo, pg. 38.